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A Gestão das Cadeias de Suprimento e a Lealdade do Consumidor

 

O crescimento acelerado de consumidores bem informados e conectados demonstra, mais que nunca, a premente necessidade por parte de empresas detentoras de marcas, em desenvolver estratégias para transmitir confiança a seus clientes, na busca pela lealdade destes.

 

É fato que o crescente aumento das restrições legais e a crise econômica, tem provocado aumento da demanda por produtos seguros e de qualidade. Produtos que não atendem a estes requisitos não terão bom desempenho no mercado. Na essência, todos nós consumidores queremos ter fé nas marcas que compramos, queremos ter segurança, honestidade e suporte nos pontos de venda, acreditar nas informações dos rótulos, etiquetas e nas promoções, enfim, desejamos fazer compras com confiança e, em caso de sermos atendidos nestes quesitos, podemos praticar alguma lealdade às marcas e pontos de venda.

 

Os impactos no comportamento do consumidor devido às posturas de fabricantes e fornecedores de serviços são cada vez mais relevantes na decisão de nova compra ou contrato. A lista de falhas e ilegalidades é extensa, que vão desde a simples falta de produtos nos pontos de venda, falsas promoções, falhas de cobrança, falta de disponibilidade de serviços, até falhas graves, intencionais ou não, nos produtos, provocados por fabricantes e seus fornecedores, passando por emprego de mão de obra infantil ou em regime de escravidão. Enfim todos segmentos econômicos estão sujeitos a um tipo de erro e, cada vez mais tem importância “como” e em “que prazo” os problemas são solucionados.

 

Assim o consumidor fica à mercê da honestidade do fabricante, de seus fornecedores e também do ponto de venda. Para citar alguns: embalagens enganosas cujos rótulos de alimentos e bebidas contêm informações falsas ou que induzem o consumidor ao erro, alimentos contendo pelos de roedores, eletrônicos que explodem ou pegam fogo, air bags que ao inflar projetam estilhados de metais nos passageiros e condutores de veículos, erros intencionais na divulgação de nível de emissões em veículos automotores, emprego de mão de obra infantil... .

 

Cada falha provoca impactos na decisão do consumidor e, na maioria das vezes, têm causa nas respectivas cadeias de suprimentos dos fabricantes finais dos produtos. Assim qualquer marca e até mesmo as gigantes tais como HP, Heinz, Unilever, Honda, Toyota, BMW, Mistsubishi, VW, FORD, GM e Zara... estão sujeitas a prejuízos elevados com indenizações e também com perdas de vendas devido a mudança da decisão do consumidor.

 

Fabricantes que querem continuar na preferencia do consumidor ou sobreviver nos tempos atuais, precisam monitorar suas respectivas cadeias de suprimento e medir a conformidade de seus produtos para construir uma relação de confiança com seus clientes. Assim dois desafios se apresentam: identificar riscos nos produtos e nos fornecedores. Mas como a gestão das cadeias de suprimentos – Supply Chain Management – pode ajudar as empresas a atender a estes requerimentos que parecem tão óbvios?

 

Aqui vão algumas questões–chave, dicas de especialistas que, se observadas pelos responsáveis, contribuirão muito para a sobrevivência e sucesso das marcas:

 

1ª - Você tem visibilidade total das empresas integrantes das cadeias de suprimento em que sua empresa atua?

 

2ª - Você em visibilidade de seus produtos nas cadeias de suprimento em que sua empresa atua?

 

3ª - Qual o grau de confiança de sua empresa em relação aos seus fornecedores?

 

4ª - Qual o grau de exclusividade e dependência de sua empresa em relação aos fornecedores?

 

5ª - Como seus negócios podem ser impactados (riscos) por situações relacionadas à responsabilidade social?

 

6ª - Qual o grau de impacto de flutuações de preços de insumos controlados, em sua politica de preços ao consumidor?

 

Resumindo, a gestão adequada das cadeias de suprimento pode prover condições de sustentabilidade e de melhoria no posicionamento de mercado, quer seja para fabricantes, distribuidores ou varejistas. Todos estes precisam estar alinhados para sempre oferecer a melhor experiência possível ao consumidor, este que por sua vez, precisa de confiança para demonstrar sua lealdade. Este assunto pode parecer antigo, mas devemos atentar que na era digital, com a difusão das ferramentas de comunicação de massa nas redes sociais, um simples tuíte, um post no Face ou uma mensagem no WhatApp caminha na velocidade dos bits, contrastando com a burocracia na entrega de respostas e soluções ao consumidor. E por fim, vale refletir: sua empresa tem condições de “pulsar” na velocidade das redes sociais? A Gestão de suas cadeias de suprimentos pode ajudá-lo e muito.

 

Escrito por:



Nyssio Ferreira Luz


Graduado em Engenharia Mecânica pela UFMG, Especialista em Planejamento e Gestão pela UFU, Mestre em Logística de Transportes pela UFSC e Conselheiro pela FDC.UFU - Universidade Federal de Uberlândia – MG. É membro do CSCMP – Council of Supply Chain Management Professionals – USA; Membro do GIE – Grupo de Intercâmbio Empresarial – Belo Horizonte – MG; Membro da Câmara da Indústria de Energia – FIEMG - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais; Experiência como executivo em empresas como VALEP, PETROFÉRTIL e Martins. Atualmente é diretor do IBRALOG – Instituto Brasileiro de Logística.

 

 

 

 

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