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Roraima: Logística é trunfo no Estado

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A posição geográfica de Roraima é um dos grandes trunfos para fazer a produção local de soja decolar. O Estado está no corredor caribenho, mais próximo dos mercados compradores que os produtores do Centro-Sul, o que lhe confere uma vantagem competitiva. "Além dos portos brasileiros, há também os da Venezuela e da Guiana como alternativas para o escoamento", diz Alvaro Luis Calegari, secretário de Agricultura de Roraima.

 

Em 2013, a soja do Estado foi escoada por Manaus, mas este ano deve seguir pelo porto de Itacoatiara, também no Amazonas. "Nos próximos dois a quatro anos, a saída poderá ser por Georgetown [na Guiana], só falta pavimentar um trecho de 350 km", prevê Calegari. Combustível e fretes baratos são outros benefícios da via, que se somam à boa oferta de caminhões durante a colheita, mais ociosos com a entressafra do Centro-Sul do país.

 

Em contrapartida, há alguns entraves para que os produtores recebam os insumos, principalmente os fertilizantes, que acabam pesando no custo porque vêm de Belém (PA). "Grande parte do trajeto é fluvial, mas há outros 300 km de rodovia nesse caminho", diz o agricultor Alcione Nicoletti, do município de Alto Alegre. O produtor viu nessa dificuldade uma oportunidade de mercado e há poucos dias inaugurou com um grupo de sócios uma revenda de insumos na região. "Queremos oferecer assistência técnica, como uma empresa que oferece os mesmos níveis de atendimento que as de Mato Grosso", afirma.

 

 

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